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inseminar

as articulações da rosa
por exemplo

incircuitar
a ondulação nua da erva-rente-à-erva
farejar dias a fio
esta palpação atónita nómada aguda
silencial

inexplicar

à placenta roxa da manhã
o impúdico sonambulismo dos teus olhos
lenta luz intumescendo as cadeiras de palha


cair-te
ao cair da tarde um gemido surdo
agreste e pálido
espiralado
-ritual


avé cheia avé sim avé túnica azul
avé-Maria-tão-
-Grassa-única-ave




.

10 comentários:

Cadinho RoCo disse...

A ave que aqui grassa com tanto lirismo traz sensação de sagrado sentimento ao poema tão bem concebido.
Cadinho RoCo

lupussignatus disse...

maduro

voo

mdsol disse...

Forte! bonito. Gostei
:)

um Ar de disse...

Poema sobre o poema...
palavras arrancadas
de arrancadas palavras...
.
é esse
o espiralado
ritual?
.
é este o poema?
poderia ser...
.
[Beijo em voo espiralado de ave(é)]

Marinha de Allegue disse...

sensible post...

Unha aperta.
:)

Vanda disse...

Vamos desenhar no rosto tatuagens de guerra e esconder as lanças nas areias do deserto?

:)

legivel disse...

... os erros que os músicos cometem não os distingo. Duro de ouvido, apenas me estremece o pé para dança, da valsa à salsa, do tango ao bolero, pernas para que vos quero!

um Ar de disse...

Amar, parece-me muito mais fundamental do que a casa que abriga quem ama, desta maneira...
.
As palavras deste saxofonista, que assim precisa de as iventar, são-me sempre tão significativas...
Gosto da forma como vê e como ama.
.
[Beijo... em jazz, ou em murmúrios das folhas das árvores]

Maria Laura disse...

Há sempre uma melodia por aqui. A das palavras.

Pacheco disse...

belíssimas imanges encontrei aqui!
As vezes tento fazer algumas também...
Eternizando o momento em um click!

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