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uma porta que abra para lá e abra para cá assim como uma flauta que tocando para fora entoe no interior
dentro ser dentro e fora para além
ou
dentro ser debaixo de pele e externo uma espécie de invisível vento sentível no resultado do seu gesto
os teus cabelos que esvoaçassem
(nunca te vi junto ao rio em esplanada de voo)
o movimento curvo do teu olhar
(nunca te vi junto à tarde em café de chuva)
mas
há-de crescer o corpo no qual será impossível o teu toque
um corpo enorme tão grande tão a perder de vista como um chão
e dir-me-ás onde pisar
peço-te

6 comentários:

~pi disse...

...es pla nadar me

con vexa mente

inútil...

Rui disse...

Descobrir caminhos. Por conta e risco. Próprio.

ana disse...

dir-te-ei.

Maria Laura disse...

Trabalhas as frases como se as palavras fossem pedras de um puzzle que vai mudando. Gosto disso.
Pisa devagar. Suavemente.

Saramar disse...

Encantadoramente frágil.
Gostei muito de suas palavras.

beijos

Anónimo disse...

belo se pressente o piso...

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