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voz es







nunca pude usar a voz.

sei que era importante mas nunca pude usá-la.

- quando a usei não soube como fazê-la ouvir.

tinha também idenficado a própria invisibilidade não como ralph ellison fala da nua invisibilidade

- fala no invisible man

não

assim:

- era duma negritude branca que falava

ou talvez de algum modo

- de todos os modos?

fale da minha pessoal invisibilidade foi então que percebi que estava lá em cima muito além de

qualquer voz de qualquer desejo a olhar que o fio terra se tinha há muito e para sempre

- o meu único para sempre

que bra do

que o meu estado era o de uma paisagem a leste do sono

- nem por isso singular

somente e tão somente integrada num caos in orgânico apenas só isso

- ex tensa casual melan colia do destino

comum

e na da mais

- en tretanto?

dia após dia

tardes:

- diz me

quando a interrogação se infiltra na raíz das palavras interroga menos ou

mais









i
magem no excuse Paulo César

17 comentários:

Maria Laura disse...

Pairar... sem fio terra, invisível para quem se agarra ao chão.

ana disse...

caos casual e talvez orgânico,
colectivo e comum

BANDEIRAS disse...

Querida amiga, boa tarde.

É sempre um prazer vir aqui
compartilhar contigo de teus
versos sempre tão bonitos.
abs

L.Reis disse...

...não é verdade...há sempre um
e mais um
e outro ainda
cordão umbilical

Anónimo disse...

"é provável que o futuro continue a subir o corpo da viola através dos meus dedos
dos dedos que pareçam meus
...
depois não ser necessário mais dedos nem viola nem eu"
P. GUIMÈRA (um-amor-puro.blog.com)

burro disse...

entrtanto:

dia após dia de vinte e quatro horas, minuto a minuto.

elena disse...

- o meu único para sempre


que bra do

parece um destino, talvez no
alentejo ou no texas:)

Vanda disse...

Mais.


Sempre mais.

ana disse...

dias há, dias e tardes variáveis?

Rui Caetano disse...

Um bom fim de semana. Um belo texto.

legivel disse...

... a mim, não foi fácil libertar-me da invisibilidade que usei durante duas semanas. Uma pessoa habitua-se àquilo e não quer outra coisa. E o pior é que quando a magia se quebrou (a minha invisibilidade não se processou laboratorialmente, foi adquirida num centro de estudos mentais afro-sul americanos) eu passeava calmamente na zona ribeirinha da invicta cidade, descalço até ao pescoço...

nana disse...

e a resposta?



a resposta vem nua

ou invisivel?







..

ana disse...

de cera, as resposta.

às vezes, de escuridão.

embora sempre, caminho.

Rui disse...

Brotam respostas. Mas, onde?

Alessandra disse...

eu também num momento "nunca pude usar a voz..." do começo ao final uma interrogação na minha cabeça-coração.

triliti star disse...

difícil...

ana disse...

zumbem e tremem de interrogação

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