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agora: do céu no céu da tua boca

do que tenho medo: para além de outros receios:

da alma no céu da tua boca: de que a abras e me sopres as tuas núvens: aquando de um dos teus gemidos

(e não posso faltar ao horário no trabalho, ao compromisso do dia, ao relatório profissional)

da alma no céu da tua boca: que ma engulas aquando a tua língua em passeio pelo meu lábio mais frágil:

(e não podes aguardar eternamente quem não chega, quem não está, quem não vem, quem não surge)





te deixe eu pássaro à espera






me deixes tu saxofonista perdido





agora:

mais a sério:





queria tanto estar contigo como se não estivesse





mas já deve ser tarde

amor




[reinicia de memória a melodia que no meu corpo suado entoaste de olhos fechados


7 comentários:

~pi disse...

odores suores

as músicas de memória ~

[ as músicas ainda frescas

músicas de orvalho

as caixas inclinadas

de espera

ana disse...

O que mais temes não tem poder nenhum - é o teu medo que tem poder.

li não sei onde dito por não sei quem...

Ana Maria Costa disse...

Adorei vir conhecer seu blog!
Os poemas são belíssimos!

Abraço

lupussignatus disse...

melodia

celestial




Grato pela
visita.

K disse...

Nada mais que poesia! Sem olhar a meios, perdido no sonhos de um saxofone!

K disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alessandra disse...

que lindo... sempre há essa pergunta de ser tarde demais... será?

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